Menu



VII Congreso mundial de pastoral del turismo. Cancún 2012

El turismo y la diversidad cultural
- MESA REDONDA: “HACIA UN TURISMO SOCIAL, RESPONSABLE Y JUSTO” -Dr. Daniel de Oliveira FrancoProfesor titular de la Universidad Gama Filho/UniverCidade,Rio de Janeiro (Brasil)


Por: Dr. Daniel de Oliveira Franco. Profesor titular de la Universidad Gama Filho/UniverCidade, Rio de Janeiro (Brasil) | Fuente: VII Congreso mundial de pastoral del turismo



RESUMEN

El presente artículo tiene como objetivo abordar la interfaz entre cultura y turismo, poniendo enfoque
sobre las implicaciones contemporáneas de la significación y experimentación de los lugares. Se verifica en
documentos de la UNESCO en los cuales el turismo aparece como una herramienta en el fomento del
respeto a la diversidad. No obstante, el aporte teórico indica que, inserido en una lógica económica, al
turismo acompaña el deseo de monopolio, objetivo éste que muchas veces se logra por la singularización
de atractivos culturales. Dicha singularización, a veces, reduce las diversas identidades y significaciones de
los lugares. Con ello, se crea un texto sobre el local que no abarca aspectos de la vida cotidiana, es decir, el
contexto local. De ello, se puede afirmar que el turista no experimenta la interculturalidad.


ESQUEMA

1. Introducción
2. La UNESCO y la diversidad cultural
3. Mercantilización de la cultura y urbanización turística - la ciudad y sus significaciones
4. Las interacciones y los impactos culturales del turismo


TEXTO

1. Introdução

A diversidade cultural não é somente um bem que se deve preservar. É também um recurso que é
necessário promover, nomeadamente em domínios normalmente distanciados de uma noção estrita de
cultura.
A atividade turística tem natureza fundamentalmente cultural, pois se trata de um processo de
interações contínuas entre comunidades diferentes que ocupam espaços distintos socialmente construídos
e que, por apresentar essa diversidade, tornam-se atraentes para o conhecimento do outro — o verdadeiro
turista é aquele que viaja para conhecer novos locais, para descansar, para espairecer em um ambiente
diferente daquele onde tem sua moradia.
Assim, o turismo é indissociável da cultura, o que se torna mais evidente neste início de século,
pelo aumento da consciência de que a diversidade cultural é o ingrediente principal para o
desenvolvimento desse setor, desenvolvimento que se tem mostrado extraordinário, a ponto de, em
muitas regiões, o turismo tornar-se a principal atividade econômica, responsável pela geração de emprego
e de renda. Nesse contexto, analisar a forma como essa relação se estabelece é fundamental para o
aproveitamento máximo das possibilidades do crescimento de um turismo que permita, ao mesmo tempo,
preservar a diversidade cultural e torná-la um componente efetivo de um desenvolvimento socialmente
justo e que promova a paz entre as pessoas.
Julgamos necessária a maior sintonia possível com as diretrizes emanadas dos organismos
internacionais; desse modo, sempre colocamos as definições que foram acordadas nos fóruns globais,
então nossa primeira parte tratará sobre a UNESCO e a diversidade cultural.


2. A UNESCO e a diversidade cultural.

A discussão sobre a importância da diversidade cultural no cenário mundial contemporâneo nasce
em torno da preocupação com a produção e circulação de bens e serviços culturais diante do processo de
globalização. A princípio, evitar a temida homogeneização e massificação da cultura devido a este processo.
O conceito de diversidade cultural surge no relatório Nossa Diversidade Criadora, onde o direito à
expressão cultural aparece como condição para que os direitos da Declaração dos Direitos dos Homens
sejam exercidos de modo pleno. Além da tolerância e democracia, as condições necessárias para a
promoção da diversidade incluiriam também o intercâmbio entre culturas, já que este promoveria a
compreensão mútua entre os diferentes grupos.
Este intercâmbio entre culturas é preconizado na Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural
quando nesta se defende a ampla difusão da cultura, a criação de acordos para facilitar a livre circulação de
ideias e o reconhecimento, tanto da diversidade, quanto da unidade do gênero humano. No documento, o
processo de globalização e as novas tecnologias da informação são entendidos como um desafio para a
diversidade cultural, mas também, como oportunidades para um diálogo renovador entre culturas e
civilizações.
A diversidade cultural é defendida na Declaração como sendo um patrimônio da humanidade,
essencial para a sobrevivência do ser humano tanto quanto a diversidade biológica.
Por sua importância, esta diversidade deve ser reconhecida e consolidada visando o bem estar das
gerações presentes e futuras. Contudo, mesmo sendo a diversidade um dado importante para a
humanidade, é somente através do seu reconhecimento que os governos passam a desenvolver políticas
que garantem a manutenção da capacidade criadora dos diversos grupos e o intercâmbio entre as culturas.
Segundo a Convenção sobre a Diversidade Cultural, o diálogo entre diferentes culturas deve passar pelo o
que a UNESCO chama de interculturalidade. Para a entidade, a "interculturalidade" refere-se à existência
de diversas culturas e suas interações equitativas, assim como à possibilidade de geração de expressões
culturais compartilhadas por meio do diálogo e respeito mútuo (UNESCO, p.6, 2005). Na Carta Cultural
Ibero-Americana a UNESCO indica o turismo como atividade cujo interesse pelos bens culturais é
crescente, o que implica na adoção de novas ações. Estas ações devem promover o respeito do turismo
pelas expressões culturais tradicionais, preservando sua autenticidade. Para tal feito, as políticas públicas
de cultura devem incidir na dinâmica do setor de turismo.
Contudo, as atuais reflexões sobre a apropriação dos espaços pela atividade turística levam ao
questionamento do turismo como um fator realmente capaz de promover a interculturalidade de modo
satisfatório. Isso devido ao fato de não se ter, através do turismo, o desenvolvimento econômico e
intelectual esperado pela UNESCO quando há o intercâmbio ente diferentes culturas. O entendimento da
dinâmica da atividade turística, no que se refere ao trato com a cultura local e seu patrimônio, pode ser a
chave para entender as contradições que regem os espaços turísticos na contemporaneidade.
Devemos perceber com clareza que turismo é hoje sem duvida uma realidade para muitos lugares
que buscam desenvolver-se de forma sustentável e agregar mais valor a sua localidade. Ao valorizar as
manifestações culturais, folclóricas, artesanais e a arquitetura da cidade o turismo melhora a autoestima da
população local. Mas, para tornar-se realmente atrativo aos visitantes o turismo deve envolver a
comunidade em torno deste objetivo, não só pela possibilidade do desenvolvimento da economia local
com a entrada de divisas, mas principalmente visando o aproveitamento da diversidade como propulsor do
espírito comunitário e da melhoria na qualidade de vida da população. A chave para esta premissa está em
estabelecer um planejamento com definição de objetivos, conteúdos, gestão e formas de promoção,
buscando-se integrar a comunidade aos circuitos do Turismo aproveitando a História local que em outras
palavras é o resultado da ação do homem em seu meio, gerando o que denominamos de patrimônio.
Obviamente a exploração do potencial turístico deve sempre levar em conta que o aproveitamento deve se
dar de forma saudável conciliado com a questão da preservação e manutenção de suas referências
patrimoniais.
Tem-se que ressaltar também a importância que o tema Turismo tem despertado nos meios
acadêmicos com a questão de validação de estudos e a mobilidade profissional que os países do Cone Sulamericano,
pela sua proximidade espacial, cultural e econômica, estão exigindo.


3. Mercantilização da cultura e urbanização turística – a cidade e suas significações.

Em seu texto sobre a globalização e a exploração da cultura, David Harvey (2003) faz importantes
considerações que colaboram para a análise da dinâmica do turismo e da mercantilização da cultura local.
O autor reflete sobre a necessidade de monopólio sobre determinado bem para que haja lucro por parte de
quem o comercializa. O rendimento monopólico surge com a aquisição de um fluxo ampliado de renda pelo
controle exclusivo de determinado item que não pode ser duplicável.
A ideia de cultura está cada vez mais entrelaçada com as tentativas de reafirmar tais poderes
monopólicos, exatamente porque as alegações de singularidade e autenticidade podem ser melhor
articuladas com afirmações culturais distintas e não duplicáveis. Por outro lado, ao serem comercializados,
os bens culturais podem deixar de ser diferentes das demais mercadorias. O desafio da mercantilização dos
bens culturais residiria, no fato de que, se os produtos e eventos culturais não são mercadorias como as
outras, mas dotadas de significações, de sentidos únicos, como conciliar a condição de mercadoria aos bens
culturais com seu caráter especial?
Desta forma, para manter os rendimentos monopólicos das manifestações culturais promove-se
muitas vezes a inovação da cultura local com ressurreição e invenção de tradições.
Nesse processo, nota-se muitas vezes a escolha de traços culturais, geralmente elitistas,
nacionalistas e românticos, a serem exaltados como formas da “identidade local”. Também podemos
verificar que o processo de comercialização da cultura pode vir acompanhado pela “folclorização” e
cristalização de manifestações da chamada “cultura popular”.
Paradoxalmente, para que o lugar seja considerado “seguro” para turistas e atrativo para
investidores, passa-se a desejar que a camada mais humilde seja mantida fora da paisagem, nem que para
isso haja intervenções policiais. A consequência seria o beneficiamento econômico e ideológico de apenas
alguns segmentos da população. Podemos então perguntar: a memória coletiva, a estética, a luta de quem
está sendo beneficiada?
É preciso investigar como as alegações de singularidade, autenticidade e especialidade de um lugar
se dão no campo do discurso e se projetam, no campo das ações, em políticas que excluem a população
local do desenvolvimento econômico e intelectual esperado no intercâmbio entre culturas. Como aponta
Harvey (2003), as alegações de autenticidade são discursos que se apropriam de interpretações históricas,
narrativas coletivas e significados grupais com o intuito de formar um texto único sobre o lugar. Este texto
reduz muitas vezes a complexidade do lugar e as suas diversas significações - para que haja o rendimento
monopólico é preciso que se firme uma “marca” ao lugar, que este seja facilmente lembrado e reconhecido
por todos, ou seja, que o texto associado a este seja de fácil leitura e interpretação.
Alfredo (2006) em seu artigo O mundo moderno e seus espaços: apreciações sobre a contribuição
de Henri Lefebvre, apresenta um grande autor capaz de contribuir para o entendimento contemporâneo
sobre o espaço, suas forma de (re)produção e os mediadores deste processo. As ideias de Henri Lefebvre
transpostas ao universo do turismo, fazem com que se pense o próprio consumo do espaço, antes
traduzido apenas como espaço de consumo. Como analisado o espaço de lazer, ou seja, espaço de uso no
tempo livre (que se diferenciaria do tempo de trabalho) supõe um usuário que, entendido como tal, se
envolve de forma passiva com o espaço espetacularizado. Tudo o que não entrasse na lógica da
representação do consumidor e do ato de consumir e na reprodução desta mesma lógica, estaria fadado ao
não dito, ao não percebido.
No tempo livre se verificaria a (re)produção dos modos de produção em um “mundo mercadoria”.
Como observa Alfredo (2006), o lazer na modernidade para Lefebvre corresponde ao consumo do tempo e
do espaço, inserido numa produção espacial que reproduz as relações sociais sob a forma de valor. As
instituições sociais, por sua vez, colaboram para esta produção, como na adequação da infraestrutura local.
Para Lefebvre, a sociedade se reproduz a partir de determinado espaço, com isso a sociabilidade
desta mesma sociedade é marcada também pelas especificidades de seu espaço.
Caberia analisar as determinações espaciais desta reprodução e seus mediadores no universo do
lazer e do turismo. Primeiramente, é importante retomar a concepção de espaço: o espaço se apresentaria
como o espelho de uma sociedade. Através do espaço a sociedade poderia ler a si mesma através de seu
reflexo. Contudo, assim como no espelho, o reflexo seria sempre uma imagem de fora e de modo invertido
do seu objeto.
O espaço passa a entrar no jogo dos espelhos como representação de si mesmo quando se fala em
“espaço de...”, ou seja, quando a sociedade atribui a um espaço uma função e significação especifica. Ou
seja, de acordo com esta perspectiva, as representações condensariam todas as demais representações
possíveis sobre o espaço fazendo, inclusive, com que as contradições próprias encontradas sejam
suprimidas e também não percebidas.
O conhecimento sobre o espaço se reduz a linguagens descoladas do contexto espacial a que se
referem. Desta forma, o uso da linguagem passa a obedecer regras próprias de articulação das palavras,
sendo estas executadas de modo insuficiente para expressar a verdade daquilo que se referem. Separa-se o
texto do contexto, fazendo com que o próprio texto seja uma representação do contexto. Assim, as falas
sobre o espaço sempre se apresentam como ilusão ou representação espacial.
Outra importante autora que colabora na discussão das apropriações feitas pelo turismo é Luchiari
(2000). Ela afirma que o turismo reinventa e cria novas funções, recupera antigas práticas e bens culturais
ao montar atrações turísticas para uma região. Para a autora, não é possível constatar rapidamente se este
processo é legitimo ou não, ético ou não. O que se pode dizer é que o turismo consiste em uma atividade
que associa o mundo ao lugar. O lugar seria “[...] um feixe de relações que soma as particularidades
(políticas, econômicas, sociais,religiosas, culturais, ambientais...) às demandas do global que o atravessam”
(Luchiari, p. 107, 2000).
Ou seja, na atualidade, as populações locais não conseguem mais limitar a percepção do espaço
social àquele necessário para a sua própria reprodução. Os imperativos da ordem econômica internacional,
afirma Luchiari (Op. Cit), constituem em uma referência que não pode ser evitada.
Deste modo, a formatação e a urbanização dos espaços turísticos passam necessariamente pelos
fluxos de informação, bens e pessoas inseridas no meio global. Com isso, se dá nova roupagem às
afirmações de Lefebvre ao afirmar que o lugar recebe determinações externas e as combina às narrativas
locais - o lugar supõe o mundo que no primeiro se manifesta, em um movimento dialético, como menciona
a Luchiari. Assim, não somente reproduz, mas produz novas práticas, novas sociabilidades.
Por isso, "é necessário fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro -
como afirma Bento XVI -, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma"40, acolhendo o
que esta possui de bom, de verdadeiro e de belo.


4. As interações e os impactos culturais do turismo

Pode-se elaborar, com base nas ideias defendidas até o momento, algumas considerações teóricas
sobre a dinâmica do turismo e verificar, através destas, os entraves que impossibilitam a atividade turística
ser um fator de promoção do desenvolvimento econômico e cultural local. O ponto chave reside na
consideração comum de que, tanto o processo de mercantilização da cultura, de consumo do espaço ou de
urbanização turística, necessita da elaboração de mecanismos discursivos sobre o lugar que legitime as
ações envolvidas. Pode-se dizer que há um consenso entre os vários autores que o discurso reinventa,
(re)significa ou reafirma significados atribuídos aos lugares. É possível também perceber certo consenso
entre os autores de que os discursos sobre os lugares reduzem a gama de significações atribuídas a estes
40 Bento XVI, Mensagem por ocasião da jornada de estudo sobre o diálogo entre culturas e religiões organizada pelo
Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e pelo Conselho Pontifício para a Cultura, 03 de Dezembro de 2008
pela sociedade local. Significações estas derivadas do fato dos lugares serem o próprio palco cotidiano de
uma sociedade.
Podemos perceber que nos lugares em que o turismo chega haverá comprovadamente impactos
em todos os aspectos: no ambiente, na política, nas crenças, na cultura de uma maneira geral. Esses
impactos podem ser tanto positivos quanto negativos, a predominância de um ou de outro dependerá do
grau de planejamento da atividade pelas autoridades locais. Do ponto de vista da diversidade cultural
existem inúmeros estudos.
As interações entre a comunidade receptora e os turistas provocam modificações em todos os
atores que participam desse processo, algumas perceptíveis e intencionais e outras não desejadas, embora
existentes de qualquer modo. O fato é que os contatos interculturais promovidos pelo turismo modificam
as sociedades de qualquer forma, pois:
“as sociedades que permitem aos seus membros amplo contato com outras sociedades
poderão mudar mais rapidamente e tornar-se mais complexas do que as sociedades cujos
componentes tem pouco contato fora de seus agrupamentos locais.”
A presença dos turistas gera mudanças visíveis nas comunidades receptoras entre os benefícios
desta diversidade podemos indicar:

· Maior conhecimento das culturas locais pelos visitantes, que buscam conhecer, entre outros
aspectos, a historia, a musica, as artes, a comida, a religião, o que muitas vezes renova o orgulho da
população por sua cultura e fortalece sua identidade que muita das vezes podia estar apagada.
· Sobrevivência e renovação da cultura local em vários de seus aspectos – arte, artesanato, música –
pelo interesse despertado pelos turistas.
· Valorização do patrimônio histórico pela própria população local, que passa a ver os imóveis
antigos com outros olhos.
· Maior troca cultural entre os diferentes povos, o que aumenta a tolerância e a compreensão entre
os povos em busca da paz.

Mas infelizmente o turismo pode trazer consequências tristes se não bem estruturado pelas
autoridades:

· Alterações que podem ocorrer nos valores morais e nas atitudes cotidianas entre os membros da
comunidade.
· Turismo sexual, que pó tornar-se comum e, muitas vezes tolerado.
· Diminuição ou perda da estabilidade social.
· Colocação em risco de crenças e de valores consolidados ao longo do tempo.

Um melhor planejamento poderá ajuda a evitar os impactos negativos com um monitoramento
permanente que implica o trabalho de profissionais qualificados com a formação universitária. E para que
os aspectos positivos obtenham sucesso é necessário um grau de informação das populações visitante e
visitada para que haja o respeito das culturas de cada um, permitindo assim um maior acesso à diversidade
das culturas no seu contexto natural.
Depois de décadas de turismo de massa assistimos, hoje, ao renascimento de uma modalidade de
turismo que procura a autenticidade, motivado pelo desejo de descobrir outros homens e outras mulheres
no seu contexto natural, social e cultural. O turismo cultural, que inclui algumas formas de turismo
relacionados com os lugares do patrimônio mundial, pode contribuir para promover a compreensão
cultural, situar os outros no seu entorno natural e conferir maior profundidade histórica àsoutras culturas.
O resultado dessa nova tendência de turismo foram até agora diversos, já que o turismo também
pode acentuar o caráter exótico das diferenças culturais, reduzindo dessa maneira as expressões e as
práticas culturais a mero espetáculos folclóricos, separados do seu contexto e do seu verdadeiro
significado.
Esta diversidade não deve ser compreendida como a diversidade cultural e natural que faz com que
cada destino seja diferente do outro, mas também a diversidade de olhares, a qual permite que cada
turista veja de maneira única o lugar visitado.
Um olhar diverso sobre o outro (destino, paisagem, cultura, pessoas), é estimulante para a cultura
da paz, somos diferentes e diversos, mas somos membros da mesma humanidade, e assim o turismo
contribui para a abertura das fronteiras, ainda que nas fronteiras físicas, se exijam os vistos e passaportes.
A diversidade natural e cultural motiva o turismo, e este traz como benefícios o desenvolvimento
social, a redução da pobreza, e, para assegurar a continuidade dos benefícios, a preservação da própria
diversidade. Preservar esta diversidade, lutar contra "construção de não lugares", contra a clonagem de
festas e eventos, é a garantia que o turismo continuará vivo, pois se todos os lugares se parecerem, se
todas as culturas se pasteurizarem não haverá motivo para fazer turismo, pois o outro lugar também
passará a ser onde já estamos.
Enfim, com estratégias onde se privilegia uma metodologia participativa conseguimos envolver e
motivar toda a comunidade. E o turismo é uma das formas das quais dispomos para revitalizar
economicamente o patrimônio histórico, uma vez que, constitui-se um produto autêntico da cultura local.
Segundo Margarita Barreto o turismo é o “motor fundamental para desenvolver o processo de
identificação do cidadão com a sua história e sua cultura”.O resultado é um Turismo sólido, onde toda a
população é coadjutora e conhecedora da bagagem cultural característica da localidade. Assim, tornam-se
membros e responsáveis diretos pela infra-estrutura, pelo acolhimento dado aos turistas e se beneficiam
também, junto com a administração pública, do sucesso do empreendimento que se apresenta aos turistas
com um diferencial entre produtos turísticos







Compartir en Google+




Reportar anuncio inapropiado |