Mosteiro de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento de Monte Real - Portugal
Por: . | Fuente: Clarissas de Monte Real

Apresentação
“Os Mosteiros de vida contemplativa oferecem-se-nos como ‘oásis’ nos quais o homem, peregrino sobre a terra, pode atingir melhor as nascentes do Espírito e repousar ao longo do caminho” (Bento XVI).
Estas palavras do Santo Padre definem a grandeza e a importância da nossa missão de Irmãs Contemplativas. Jesus está no meio como Fonte de Água Viva a dar vida e sentido a toda a nossa existência e disponível para matar toda a sede humana.
Queremos ser ‘oásis’ de esperança para esta sociedade que vive o terrível deserto do vazio de Deus que já não ocupa o primeiro nem o segundo ou terceiro lugar mas simplesmente se ignora. Por isso todos vós que colocais a interrogação: “Mestre, onde moras?”, escutai a resposta: -VINDE VER!
Quem somos
Somos as Irmãs Clarissas, filhas de Santa Clara de Assis. Fazemos parte da grande Família Franciscana, fundada por S. Francisco de Assis no século XII e hoje espalhada no mundo inteiro.
Vivemos no silêncio do claustro, escondidas em Cristo – Coração do mundo – para estarmos mais livres e disponíveis para abraçar a humanidade. A nossa missão é levar os homens até Deus e testemunharmos a presença visível de Deus no meio dos homens.
Neste Mosteiro de Monte Real vivem actualmente vinte e sete Irmãs de várias proveniências. Atraídas pelo Mestre: “Vinde após Mim”, procuram em cada dia pronunciar o seu “SIM” como a Virgem de Nazaré. Em profunda contemplação do mistério de Deus vivem o carisma e o espírito dos Santos Fundadores.
Forma de vida
“ A forma de vida da Ordem das Irmãs Pobres é esta: observaro Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, vivendo em obediência, sem próprio e em castidade”. Santa Clara inicia assim a sua Regra que continua ainda hoje com a mesma frescura, beleza e vigor que há 800 anos o Espírito Santo nela insuflou.
Pobreza
Pelo voto de Pobreza caminhamos de mãos vazias na luta pela conquista do Reino de Deus. A Pobreza purifica o nosso olhar, liberta o coração e dá-nos a capacidade de contemplar o insondável mistério de Deus. Conscientes e livremente podemos exclamar “Meu Deus e meu tudo”.
“ A Pobreza evangélica é um valor em si mesma. Com efeito o seu primeiro significado é testemunhar Deus como única riqueza do coração humano” (João Paulo II VC.90).
Obediência
Seguindo os passos de Jesus que obedeceu até à morte e morte de Cruz, pelo voto de obediência testemunhamos a beleza de sermos livres obedecendo em tudo à vontade de Deus que se manifesta visivelmente através dos Superiores. Assim libertas da “escravidão” da vontade própria podemos afirmar que somos verdadeiramente livres.
“ O mistério da obediência é caminho de progressiva conquista da verdadeira liberdade” (João Paulo II VC.
Castidade
Desposando o “mais belo dos filhos dos homens” – Jesus Cristo, Filho de Deus – proclamamos a grandeza e beleza do amor universal que se torna realidade pelo voto de castidade.
“ Na prática alegre da castidade perfeita, a pessoa consagrada afirma que em Cristo é possível amar a Deus com todo o coração, pondo-O acima de qualquer amor humano, a amar assim, com a liberdade de Deus toda a criatura” (João Paulo II VC.88).
Clausura
Escondidas com Cristo , em Deus, na clausura os nossos horizontes abrem-se até o infinito.
No claustro cada minuto que passa eterniza o mistério do amor. Ele é a sagrada montanha onde Deus descobre a beleza do seu rosto e se manifesta.
“ Como expressão de puro amor que vale mais que todas as obras, a vida contemplativa produz uma eficácia apostólica e missionária extraordinária” (João Paulo II VC.59).
“ Santa Clara vivia escondida, mas a sua vida estava patente; vivia silenciosa mas a sua fama bradava; vivia escondida na sua cela, e era conhecida nas cidades” (Bula de Can.).Silêncio
O nosso dia a dia é vivido na procura incessante do Essencial que tem um rosto, um nome: Jesus Cristo.
Mas é somente no silêncio que Ele fala, que se deixa encontrar. Por isso é no mais profundo silêncio interior e exterior que cada Irmã vive o seu dia e assim Lhe puder oferecer, com júbilo e serenamente, as primícias das suas obras e das suas palavras.
“ A procura da intima união com Deus supõe a necessidade do silêncio do homem todo” (PC. 7).
Oração e contemplação
A oração e a contemplação são o alimento essencial para percorrer os caminhos da santidade. São o oxigénio para a alma. A paz para o corpo e a ponte que nos une e faz penetrar mais rapidamente no Coração de Deus. A oração é a arma dos fortes.
“É urgente uma grande fidelidade à oração litúrgica e pessoal, aos tempos dedicados à oração mental e à contemplação” (João Paulo II VC 38).
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